Nos dois próximos sábados Secretaria da Saúde faz mobilização em 151
municípios contra o mosquito transmissor
| Da Redação
Números da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgados ontem,
mostram que os casos de dengue no Paraná quase dobraram em apenas duas
semanas de fevereiro. Até a sexta semana do ano eram registrados 530
casos da doença no Estado. No boletim de ontem, com dados coletados
até a sexta-feira da semana passada, já eram 973 casos, ou 443 novas
ocorrências em relação ao boletim anterior. Amanhã, a Sesa e a Defesa
Civil Estadual começam o mutirão para conscientizar a população sobre
os riscos da doença, sua forma de transmissão e os cuidados para evitar
a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
Dos
973 casos da doença confirmados, 806 eram autóctones — casos cuja
infecção ocorreu dentro do Estado — e 167 casos importados. Comparado
ao último boletim, mais que dobrou os casos contraídos dentro do
Estado. Foram 407 casos a mais. O boletim divulgado no dia 25 de
fevereiro traziam 399 registros autóctones.
“Esses números
reforçam a importância das campanhas de mobilização desenvolvidas pelo
governo do Estado”, afirmou o secretário de Saúde, Gilberto Martin. Das
22 Regionais de Saúde no Paraná, dez apresentaram casos autóctones. A
região de Maringá concentra o maior número de casos autóctones (297),
seguida por Foz do Iguaçu (211), e Londrina com 104 casos. Até o
momento foram registrados dois casos de febre hemorrágica por dengue e
um caso de dengue com complicação. Uma pessoa morreu.
Dos 399
municípios, 53 apresentaram autóctones de dengue. Sendo o município de
Paranacity, próximo a Maringá, o que tem maior incidência, seguido por
Primeiro de Maio, município próximo a Londrina.
Dias D — Os dois
primeiros sábados de março serão marcados por atividades de mobilização
contra a dengue, em diversas regiões do Estado. Os chamados “Dias D”,
de combate à doença, serão promovidos em 151 municípios, cujos índices
de infestação do mosquito são considerados altos. O lançamento será
amanhã, em Londrina, às 9 horas. As atividades ocorrerão em parceria da
Secretaria da Saúde, com a Defesa Civil e os municípios.
“A
dengue é um problema sério e que mata. Não há vacina contra a doença e
a única forma de prevenção é eliminar os criadouros do mosquito, de
forma rotineira. O mosquito não escolhe classe social”, enfatiza Martin.
As
atividades ocorrerão simultaneamente em diversos municípios do Estado,
com o objetivo de mobilizar a população e o poder público no combate à
doença. Nas atividades estão previstas distribuição de folhetos com
orientações de prevenção da doença e sacos plásticos para o descarte de
criadouros dos domicílios.
“A melhor maneira de acabar com a
dengue é a prevenção. Para isso a mobilização social torna-se
imprescindível, porque todo cidadão deve eliminar os criadouros do
mosquito da dengue. Levantamentos apontam que 90% dos criadouros estão
nas residências e nos quintais”, ressaltou Martin.