60% DAS MULHERES SENTEM DOR DE CABEÇA NO TRABALHO - 05/03/2010
Estresse, ansiedade e variação de níveis hormonais são os principais fatores desencadeantes da dor
   Redação Bem Paraná

(foto: Reprodução)
Recente pesquisa sobre os impactos da cefaléia no ambiente corporativoaponta que 65% das pessoas sofrem com a dor de cabeça no trabalho.Realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Cefaléia, o estudo com446 colaboradores da Companhia Mineira de Desenvolvimento Econômico deMinas Gerais (Codemig) e da companhia alimentícia Vilma Alimentosrevelou o grupo feminino como o mais atingido por esse tipo de dor: 60%das mulheres e 43% dos homens relataram ter episódios de cefaléia noperíodo de um ano.

Desenvolvidocom metodologia inédita no país, a pesquisa aponta que os episódios dedor possuem impacto de moderado a intenso em 59,7% das mulheresacometidas por cefaléia. Entre o contingente masculino, o percentualcai para 34,4%. Segundo um dos responsáveis pelo estudo, o neurologistae cefaliatra presidente da Sociedade Mineira de Cefaléia, Dr. AriovaldoAlberto Silva Jr., além da ansiedade e estresse, flutuações no nível deestrógeno figuram entre os principais fatores ligados à elevadaincidência de dor de cabeça, sobretudo a enxaqueca. “O maior impacto dacefaléia em mulheres (em relação aos homens) deve-se à alta freqüênciacom que são afligidas. A cefaléia chega a afetar 99% das mulheres aolongo da vida”.

Muitas vezes ligada ao ciclo menstrual, aenxaqueca configura a modalidade de cefaléia mais impactante. Segundo oneurologista, 60% das mulheres sofrem crises de enxaqueca durante amenstruação. Ele aponta, ainda, que essas crises são mais duradouras,severas e resistentes ao tratamento medicamentoso. Em alguns casos,recomenda-se não usar anticoncepcionais, em outros, o seu uso contínuo.“Pode-se dizer que em 39% dos casos, os anticoncepcionais promovem umapiora das crises e em 3% dos casos promovem melhora. Em 18% dos casos,as crises começam durante o uso dos anticoncepcionais. Existemmedicamentos que são usados profilaticamente para reduzir o impacto dasenxaquecas menstruais. Mas, de um modo geral, o tratamento da enxaquecamenstrual costuma ser difícil”.

Dr. Silva Jr. aponta que oentendimento de familiares e companheiros de trabalho pode contribuirpara a diminuição das dores, visto que entre seus principais fatoresdesencadeantes encontram-se os de cunho emocional como estresse,ansiedade e depressão.


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