Estresse, ansiedade e variação de níveis hormonais são os principais
fatores desencadeantes da dor
Redação Bem Paraná
(foto: Reprodução)
Recente pesquisa sobre os impactos da cefaléia no ambiente
corporativoaponta que 65% das pessoas sofrem com a dor de cabeça no
trabalho.Realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Cefaléia, o
estudo com446 colaboradores da Companhia Mineira de Desenvolvimento
Econômico deMinas Gerais (Codemig) e da companhia alimentícia Vilma
Alimentosrevelou o grupo feminino como o mais atingido por esse tipo de
dor: 60%das mulheres e 43% dos homens relataram ter episódios de
cefaléia noperíodo de um ano.
Desenvolvidocom
metodologia inédita no país, a pesquisa aponta que os episódios dedor
possuem impacto de moderado a intenso em 59,7% das mulheresacometidas
por cefaléia. Entre o contingente masculino, o percentualcai para
34,4%. Segundo um dos responsáveis pelo estudo, o neurologistae
cefaliatra presidente da Sociedade Mineira de Cefaléia, Dr.
AriovaldoAlberto Silva Jr., além da ansiedade e estresse, flutuações no
nível deestrógeno figuram entre os principais fatores ligados à
elevadaincidência de dor de cabeça, sobretudo a enxaqueca. “O maior
impacto dacefaléia em mulheres (em relação aos homens) deve-se à alta
freqüênciacom que são afligidas. A cefaléia chega a afetar 99% das
mulheres aolongo da vida”.
Muitas vezes ligada ao ciclo
menstrual, aenxaqueca configura a modalidade de cefaléia mais
impactante. Segundo oneurologista, 60% das mulheres sofrem crises de
enxaqueca durante amenstruação. Ele aponta, ainda, que essas crises são
mais duradouras,severas e resistentes ao tratamento medicamentoso. Em
alguns casos,recomenda-se não usar anticoncepcionais, em outros, o seu
uso contínuo.“Pode-se dizer que em 39% dos casos, os anticoncepcionais
promovem umapiora das crises e em 3% dos casos promovem melhora. Em 18%
dos casos,as crises começam durante o uso dos anticoncepcionais.
Existemmedicamentos que são usados profilaticamente para reduzir o
impacto dasenxaquecas menstruais. Mas, de um modo geral, o tratamento
da enxaquecamenstrual costuma ser difícil”.
Dr. Silva Jr. aponta
que oentendimento de familiares e companheiros de trabalho pode
contribuirpara a diminuição das dores, visto que entre seus principais
fatoresdesencadeantes encontram-se os de cunho emocional como
estresse,ansiedade e depressão.